Fotografia, música, colagem, grafite, pintura, desenhos, muita arte para todos os tipos de conceitos, este é o Mural

segunda-feira, 21 de março de 2016

FOTOGRAFIA - A ESTRANHEZA DO NOSSO INCONSCIENTE

Conheça o trabalho da fotógrafa 
que captura sonhos com sua lente

EMOÇÃO E DRAMA

Se pudéssemos fotografar nossos sonhos, muitos dos registros provavelmente se pareceriam com as fotos de Andrea Torres Balaguer. A fotógrafa espanhola se inspira no surrealismo para reunir mistério, simbolismo e fantasia em suas imagens. Andrea enxerga suas fotos como uma coleção das pequenas memórias que conseguimos recordar de nossos sonhos.


Carregado de emoção e dramaticidade, o trabalho da fotógrafa é fortemente conceitual, ilustrando de maneira onírica e bela a estranheza de nosso inconsciente, seus símbolos e significados.



Pra quem sonha acordado, quem não lembra do que sonha, quem anota ao acordar ou quem tem certeza de que o sonho aconteceu, o trabalho de Andrea é feito para se mergulhar – até o despertador tocar.




















Fonte: Hypeness




sexta-feira, 18 de março de 2016

RAUL SEIXAS - AINDA SOBRE A SOCIEDADE ALTERNATIVA


SÓ HÁ AMOR QUANDO NENHUMA AUTORIDADE EXISTE

ESPECIAL RAUL SEIXAS
Por Giovanni Mattiello


“Imagine que não exista nenhum país/ (…) Nada por que matar ou morrer/ Nenhuma religião também”. Nos célebres versos de “Imagine”, John Lennon anunciava uma sociedade utópica. E ele iria além da canção: em manifesto, concebeu a tal nação fictícia, batizada de Nutopia. “Sem terra, sem fronteiras, sem passaportes, só pessoas. Nutopia não tem leis que não as cósmicas”, declaravam o ex-beatle e sua esposa, Yoko Ono, em1973.

No ano seguinte, um roqueiro brasileiro apresentava ao público sua versão da “Sociedade Alternativa”: “Faze o que tu queres, pois é tudo da lei”, cantou Raul Seixas.

Não era coincidência. Cada um à sua maneira, Lennon e Raul bebiam da mesma fonte, que seduzia jovens no mundo inteiro em tempos de descrença nos poderes e nas instituições: a contracultura. Dos hippies aos anarquistas, osanos 70 abrigaram diversas experiências de rejeição a todos os sistemas políticos estabelecidos, e propostas de comunidades alternativas que colocassem o ser humano como centro da vida social.

No Brasil, esses ventos de contestação coincidiram com o período mais grave do regime militar. No momento em que se prendia, torturava e eliminava quem ousasse se opor ao governo e a censura tomava conta dos meios de comunicação, eis que surge no Rio de Janeiro um jovem baiano tocando rock ‘n’ roll legítimo, ironizando os valores vigentes e pregando coisas estranhas como o egoísmo, o amor livre e a liberdade incondicional do ser humano. Quem era aquele sujeito?




Os agitos de roqueiro haviam começado ainda Salvador, no início da década de 60, quando o jovem Raulzito fundou a banda Relâmpagos do Rock, depois chamada de The Panthers. Eram as primeiras guitarras elétricas de que se tinha notícia na conservadora capital baiana. Aos 17 anos, fã de Elvis Presley, Raulzito não queria saber de escola, repetiu de ano várias vezes, mas em casa teve acesso à cultura, isolado por horas e dias a fio na biblioteca do pai. 


Chegou a prestar vestibular, mas abandonou o curso de Direito para se dedicar apenas à música. Em 1967, foi convencido por Jerry Adriani – integrante do já famoso movimento Jovem Guarda, de Roberto e Erasmo Carlos – a ir ao Rio de Janeiro gravar um disco. Convite aceito, naquele mesmo ano foi lançado “Raulzito e Os Panteras”, um fracasso de vendas. O grupo ainda acompanhou Jerry Adriani em alguns shows, mas se desfez, o que obrigou Raul a voltar para Salvador. Em 1970 surgiu nova chance: agora um emprego de produtor-executivo na gravadoraCBS. Ele tinha 24 anos e chegava ao Rio para ficar.

Na capital cultural do país, alguns conterrâneos de Raul já chamavam atenção no terreno da arte alternativa. Enquanto Gilberto Gil, Caetano Veloso e Tom Zé comandavam o Tropicalismo, Baby Consuelo, Moraes Moreira e Pepeu Gomes fundavam uma libertária experiência de vida comunitária dedicada à música que resultou no grupo Novos Baianos. Como o roqueiro que chegava, eram todos adeptos do experimentalismo formal, da guitarra misturada a ritmos nacionais, da adoção de novos comportamentos sociais e sexuais e, finalmente, do não-engajamento político. 


Por isso a contracultura era acusada de “alienada” pela juventude de esquerda, que pegava em armas para lutar contra a ditadura. Acusação um tanto injusta. “Era preciso muita vontade e alguma coragem para ser hippie numa ditadura militar boçal e truculenta. Visados pela polícia, muitos foram confundidos com militantes da resistência armada, presos e torturados por engano”, comenta o produtor musical Nelson Motta no livro “Noites tropicais”.


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Apesar da semelhança estética, Raulzito não entrou na onda de nenhum dos baianos que chegaram antes dele. Sua ideia de “Sociedade Alternativa” seria muito mais radical, e ganharia fortes conotações místicas. 


PAULO COELHO, O DONO DA REVISTA


Tudo começou em1971, quando conheceu Paulo Coelho, editor da revista alternativa 2001. Fã de discos voadores, o roqueiro encontrou na revista um artigo sobre o assunto e gostou tanto que resolveu procurar seu autor. Aquelas duas cabeças criativas e alucinadas mergulhariam num mar de referências para conceber canções com temas até então inéditos por aqui. Além da Nutopia de Lennon e Yoko, inspiravam-se em autores clássicos do anarquismo e do individualismo, como Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) e Max Stirner (1806-1856).

Mas o grande guru da dupla foi o mago inglês Aleister Crowley (1875-1947). É dele a frase “Faze o que tu queres, pois é tudo da Lei” — a “lei” concebida por Crowley chamava-se Thelema, palavra grega que significa“vontade”. Segundo ele, os desejos humanos não deviam sofrer nenhum tipo de restrição. Considerado satanista por desdenhar as noções de bem e mal e louvar Deus e o Diabo na mesma proporção, Crowley fez a cabeça de várias bandas de rock famosas na época, como Iron Maiden e Led Zeppelin. E também dos Beatles, que estamparam sua foto no meio das celebridades da capa do revolucionário disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967).

Uma inusitada estratégia de marketing proposta por Paulo Coelho levou as primeiras ideias da Sociedade Alternativa aos lares de todo o Brasil. No dia 7 de junho de 1973, Raul Seixas convocou a imprensa para registrar sua aparição em plena Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, violão em punho, cantando a música “Ouro de Tolo”. Deu certo: a cena foi exibida no “Jornal Nacional”, horário nobre da TV. A canção era uma bofetada no conformismo nacional diante das vantagens ilusórias oferecidas pela ditadura:






Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego

Sou o dito cidadão respeitável e ganho quatro mil cruzeiros por mês

Eu devia agradecer ao Senhor por ter tido sucesso na vida como artista

Eu devia estar feliz porque consegui comprar um Corcel 73

(…)

Eu devia estar contente por ter conseguido tudo que eu quis

Mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado!

(…)

É você olhar no espelho e se sentir um grandessíssimo idiota

Saber que é humano, ridículo, limitado

E que só usa 10% de sua cabeça animal

E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial

Que está contribuindo com sua parte

Para o nosso belo quadro social…


OS FALSOS ALQUIMISTAS
“Ouro de tolo” é o nome que se dava na Idade Média às promessas de falsos alquimistas. Transpondo a ideia para a década de 1970, Raul Seixas reduz a nada as aspirações da classe média que apoiou o milagre econômico da ditadura: a euforia regada pela estabilidade social do cidadão respeitável e por uma visão religiosa conformista era simplesmente um “ouro de tolo”.




A música virou sucesso instantâneo. Contratado pela gravadora Philips, Raul Seixas juntou “Ouro de Tolo” a outras nove canções para lançar seu primeiro LP solo: “Krig-Ha, Bandolo!”, ainda em 1973. 

O ano seguinte marca uma escalada no projeto de construção da Sociedade Alternativa. Paulo Coelho publica na Revista Planeta uma análise crítica dos movimentos de contestação juvenil da década de 1960, principalmente o dos hippies. Argumenta que, através da poderosa influência dos meios de comunicação, os valores fundamentais dos hippies propagaram-se pelo mundo e foram absorvidos pelo sistema de maneira deformada: sua revolução de valores transformou-se em moda. Citando John Lennon e seu famoso desabafo “O sonho acabou”, Paulo afirma que “a decadência do movimento hippie provocou a mais importante e a mais radical transformação da contracultura: o nascimento das sociedades alternativas”.

E eles não queriam ficar no plano da utopia. Em terreno cedido pela Sociedade Ocultista Argentum Astrum (ligada à Thelema do mago Crowley), instalam em Paraíba do Sul (RJ) a “Cidade das Estrelas”, para concretizar o sonho libertário. Enquanto isso, saía o segundo disco-solo de Raul, “Gita”, com o hino “Sociedade Alternativa”, a mística Gîtâ (inspirada no texto hindu Bhagavad Gita) e a apoteótica “Trem das sete”, que profetizava “o Mal de braços e abraços com o Bem num romance astral”.

Mas sua primeira canção a despertar a censura viria de outro disco lançado naquele ano: a trilha sonora da novela “O Rebu”, composta por Raul e Paulo Coelho. Na música “Como vovó já dizia”, dois versos foram considerados subversivos – “quem não tem papel dá recado pelo muro” e “quem não tem presente se conforma com o futuro” (substituídas por “quem não tem filé come pão em osso duro” e “quem não tem visão bate a cara contra o muro”).







Em maio de 1974, o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) finalmente fechou o cerco. Raul Seixas foi preso e torturado. “Tudo para eu poder dizer os nomes das pessoas que faziam parte da Sociedade Alternativa, que, segundo eles, era um movimento revolucionário contra o governo”, contaria mais tarde.

Nessa fase da ditadura as prisões eram secretas, ao contrário do que costumava ocorrer com as detenções na segunda metade da década de 1960. Após o fim da luta armada, a repressão se voltou contra a resistência cultural ao regime, perseguindo pessoas que expunham suas opiniões através da música e da imprensa. Foi o caso do roteirista e jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto em 1975.

Segundo Sylvio Passos, presidente do Raul Seixas Oficial Fã-Clube, o trauma da prisão e da tortura foi duro paraRaul, que sempre chorava ao narrar esses episódios, em conseqüência dos quais desenvolveu uma paranóia que o fez sofrer muito. Depois de libertados, ele e Paulo Coelho exilaram-se nos Estados Unidos. Mas o estrondoso sucesso alcançado por “Gita” – que vendeu 600 mil cópias em todo o Brasil – os animou a voltar.

Ano novo, disco novo, cheio de contundentes mensagens ideológicas. No LP de 1975, “Novo Aeon”, Raul canta a poligamia em “A Maçã”, provoca com o “Rock do Diabo” e radicaliza o individualismo com “Eu sou egoísta”. As composições com Paulo Coelho agora dividem espaço com outros parceiros, como Marcelo Motta. Em breve o mago seguiria seu caminho longe de Raul, para se tornar o maior best-seller brasileiro de todos os tempos. Já oMaluco Beleza não abriria mão de defender suas crenças até o fim. 


No penúltimo disco que gravou (“A Pedra do Gênesis”, em 1988), um Raul já debilitado pelo alcoolismo revela manter a crença em Crowley na canção “A Lei” – pura transcrição de frases do mestre ocultista. “Todo homem tem direito de pensar o que quiser/ Todo homem tem direito de amar a quem quiser/ Todo homem tem direito de viver como quiser”. Assim viveu Raul Seixas, cuja estrada chegaria ao fim no ano seguinte.





Amigos desde 1984, a relação entre Raul e Marcelo Nova (ex-membro do grupo de rock baiano Camisa de Vênus) cresceu inicialmente movida pela paixão comum pelo blues e o rock dos anos 50. A parceria musical surgiu quatro anos depois, quando Marcelo decidiu visitar o amigo e deu-se conta do estágio terminal de sua vida e sua carreira.“Na verdade, não havia mais carreira. Ele estava parado há quatro anos, longe de seu público. Um dia cheguei em sua casa e ele estava sem um dente, abatido, bêbado, pesando 55 quilos. Alguma coisa precisava ser feita, não dava para assistir aquilo de braços cruzados. Levei Raul ao médico da minha família, que o examinou do cabelo à unha do pé e me disse que a única coisa a receitar era trabalho, já que ele se recusava a parar de beber”, lembra.

“O esforço do indivíduo Raul Seixas em estar presente naquela turnê sempre foi subestimado”, acredita Marcelo. “Já li muito sobre o ‘andar trôpego e cambaleante’ de Raul, mas, independentemente disso, ele pegava o microfone e, bem ou mal, com energia ou sem, subia no palco e cantava. Quem sabia dos problemas pessoais e físicos que ele enfrentava, sabe que se tratava de um esforço quase heróico”.

Raul dos Santos Seixas morreu aos 49 anos, de parada cardíaca. Já vivia havia nove anos sem dois terços do pâncreas. Diabético, driblava como podia as injeções de insulina (“Odeio injeção, por isso nunca fui junkie”, dizia), mas não dispensava chocolate. Alcoólatra, seu café da manhã consistia de um copo de vodca com suco de laranja no bar mais próximo de casa, seguido de doses paulatinas de éter ao longo do dia. Separado de sua quinta esposa, Lena Coutinho, desde 1988 morava sozinho num pequeno flat alugado no Centro de São Paulo.





Num destes cavalos-de-pau que o destino dá, um homem que odiava apresentar-se ao vivo e digladiava-se com gravadoras morreu descansando de uma maratona de 50 shows realizados ao lado do fã e último parceiro, Marcelo Nova. Naquela mesma semana, chegaria às lojas “A Panela do Diabo”, disco da dupla lançado pela multinacional WEA. E mais shows estavam programados até dezembro, quando a turnê seria encerrada com uma festa no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Se hoje a liberdade de expressão é um valor sagrado, muito se deve à abertura proporcionada por livres pensadores como Raul Seixas, que ousaram defender a criação de uma sociedade alternativa à que era imposta pelo sistema político estabelecido num momento em que tal atitude implicava altos riscos.

Bem meus amigos, terminamos por aqui essa matéria especial sobre Raul Seixas, deixo a seguir alguns vídeos, desse importante nome não somente para o Rock Brasileiro, mas para a sociedade como um todo.

*Imagens: Reprodução


TOCA RAUL!







quarta-feira, 16 de março de 2016

RODRIGO HILBERT E SUA CULINÁRIA SELVAGEM

Rodrigo Hilbert se manifesta nas redes sociais sobre polêmica na estreia de "Tempero de Família" GNT/Divulgação


Maria Filpi, de São Paulo, sentindo-se aterrorizada com a exibição explícita de crueldade, em canal de TV, criou um abaixo-assinado requerendo a saída do apresentador que satirizou tais cenas.

Ele, o apresentador, é Rodrigo Hilbert, que está viralizando nas redes sociais.
A polêmica não para de crescer, atraindo todo tipo de comentários, incluindo alguns bastante apimentados, em relação ao citado "réu". 

Texto do abaixo-assinado de Maria Filpi:

GNT: Rodrigo Hilbert matou um filhote de ovelha ao vivo. Tire o programa dele do ar!


Rodrigo Hilbert, em seu programa "Tempero de Família", degolou, às gargalhadas, um filhote de ovelha que estava em fase de amamentação.Ele separou o filhote de sua mãe e cortou a garganta do animalzinho, que estava aterrorizado, a sangue frio e sem nenhuma compaixão.

Depois, fez um churrasco do bebê morto e mostrou tudo isso no ar. Em outro programa, pegou uma rã viva, tirou sarro do animal e o picou em pedaços para fazer uma torta. Esse apresentador é um horror, um ser primitivo que merece ser banido da televisão.

Se quiser assinar: AQUI


Rodrigo Hilbert se manifesta nas redes sociais
O apresentador Rodrigo Hilbert se manifestou nas redes sociais sobre o episódio de estreia da nova temporada de Tempero de Família. Gravado em Santa Catarina e exibido na última quinta-feira, o programa do canal GNT gerou polêmica na internet. Na atração, o apresentador ensinou a fazer um churrasco rústico de ovelha e, para isso, ele abateu um borrego de seis meses.

Pelo Instagram, Hilbert afirmou que não tinha intenção de incitar qualquer violência contra animais, mas apenas registrar o dia a dia dos pequenos produtores que lutam para criar e alimentar suas famílias. Ao fim do texto, reforçou o pedido de desculpas a quem tenha se sentido ofendido. (Fonte: ZH Entretenimento)

Leia a publicação completa abaixo, que ele postou em seu instagram: @rodrigohilbert

"Oi, gente! Em primeiro lugar, respeito as opiniões de todos vocês. Venho de uma família grande, igual a muitas outras nesse Brasil, que tem como tradição plantar e criar o próprio alimento que consome. Foi com esse espírito que a nova temporada do "Tempero de Família" se ergueu, com o objetivo de documentar a vida desses pequenos produtores, que cultivam e criam para o autoconsumo. Não tínhamos a intenção de incitar qualquer violência contra animais, mas apenas de registrar o dia-a-dia desses trabalhadores que lutam para criar e alimentar suas famílias. No entanto, por também respeitar aqueles que se manifestaram contra as cenas exibidas no programa, retiraremos as imagens em questão do episódio. Vou levar isso tudo como um aprendizado.

Ao mostrar o abate do animal em uma pequena fazenda, eu acreditava estar chamando a atenção para se conhecer a procedência dos alimentos, para se entender como é a cadeia produtiva do que consumimos. No entanto, qual não foi a minha surpresa ao perceber que, ao invés de passar uma mensagem de conscientização sobre o que comemos, vi surgir o ódio de muitos por mim. Entendo todos aqueles que defendem o amor aos animais. Mas acredito também que possamos fazer isso sem estimular xingamentos ou acusações, e, sim, promovendo a conversa entre todos nós. Se queremos um mundo melhor, vamos começar incentivando o diálogo pacífico e respeitoso.

Reforço as minhas desculpas verdadeiras a quem tenha se sentido ofendido.

Um beijo, Rodrigo."

A esposa, Fernanda Lima
Em seu instagram, @fernandalimaoficial, ela prestou apoio ao marido da seguinte forma: pegou um trecho da música do R.E.M Everybody Hurts



VIRALIZOU
NA MÍDIA

No R7

Após uma polêmica envolvendo o apresentador Rodrigo Hilbert no programa "Tempero de Família", o canal GNT resolveu cortar cenas do programa.

Na manhã desta segunda-feira (14), data em que se comemora no Brasil o Dia Nacional dos Animais, o marido de Fernanda Lima foi detonado nas redes sociais por conta de um novo episódio de seu programa de culinária, "O Tempero de Família" (GNT).

Em um dos episódios da atração, Hilbert matou uma ovelhinha de seis meses para cozinhar. Ele retirou os órgãos internos do animal, a cabeça e todo o pelo. Quase todo o processo de morte do bichinho foi exibido.

Ao fazer um post sobre o programa, o Facebook do GNT foi bombardeado por comentários detonando Rodrigo e o canal por exibirem a morte de um animal dessa forma. Os defensores dos animais não param de protestar nas redes sociais contra o ocorrido. O GNT tirou o post do ar e resolveu editar o programa, que irá ao ar agora sem as cenas da morte do filhote de ovelha. (Ler mais: AQUI)



ZH Vida e Estilo

Sacrifício polêmico
Abate de animal em programa de Rodrigo Hilbert levanta debate sobre origem e consumo de carne
Esse tipo de imagem deveria ser exibido? É educativo mostrar a origem da carne? Opiniões do público e de especialistas divergem: 

Veterinário diz que não se mata ovelhas tão jovens
Esse ponto de vista de que o abate praticado por Hilbert é revelador do processo pelo qual passa a carne antes de chegar à mesa do consumidor encontra um contraponto em representantes do setor pecuário e da indústria de frigoríficos. 

Eles argumentam que o apresentador de TV não seguiu as normas sanitárias que garantem a qualidade da carne ou os procedimentos técnicos que são exigidos para que o animal sacrificado não sinta dor.
(Leia mais: AQUI)


Vista-se
Rodrigo Hilbert mata filhote de ovelha em seu programa no canal GNT e choca telespectadores
Tentativa de banalizar a crueldade.

Segundo o pecuarista e anfitrião, o segredo para que a carne do churrasco de ovelha seja macia é matar um filhote, um animal que ainda esteja mamando.

A edição do programa tomou o cuidado de subtrair das cenas o momento em que o animal grita, mas é possível ouvir o sangue jorrando na bacia colocada embaixo dele após as primeiras facadas. Hilbert e o pecuarista cortam todo o animal, retiram os órgãos internos, a cabeça e todo o pelo. Fazem tudo isso conversando e explicando como se tudo fosse algo necessário.

Muito animado, o apresentador ainda brincou com o fato dos pelos do filhote, retirados junto com parte da pele, serem muito macios, parecidos com um sofá. Após esquartejar o filhote, Hilbert o temperou com sal e fez o churrasco. (Continue lendo: AQUI)

Como são os NÃO carnívoros
Yasmin Brunet Natural Vibe


ELA É NATURAL VIBER

“Comecei a ver tudo de uma forma completamente diferente, foi como se um véu tivesse sido tirado dos meus olhos. Estou mais calma, parei de fumar e nunca estive tão saudável! Tudo no começo é difícil e sentia muito desejo de comer carne, mas vale a pena. Hoje em dia vejo as carnes como cadáveres. Minha forma de ver o mundo mudou. Vejo tudo como uma unidade, um todo e uma energia… Tudo está conectado e tudo tem um propósito, pois as coisas se complementam.” 

Vegetariana, Yasmin eliminou todos os tipos de carne de sua vida e não sente mais falta!!!



Fonte: Natural Vibe


quinta-feira, 9 de julho de 2015

MINIONS - POR QUE ACEITA-SE SERVIR A UM OU MAIS CHEFES PERVERSOS?

 THE MINIONS SOMOS NÓS
 

Minions:
 trabalhadores zelosos com corpos indiferenciáveis entre si, dados como superfícies lisas que só se distingem uma da outra numa identidade própria pelos gadgets de agenciamento sobrepostos a seus corpos e que marcam as notas de suas essencialidades (no banco, na igreja, na escola, no hospital, na fábrica, no fórum, no tribunal, etc. etc. etc.), as quais em geral não passam de suportes idiotizados fora da linguagem ou participes de uma linguagem rustica uteis apenas para uma relação codificada que se instrumentaliza e diverte no limite da obediência suportável.

    

Haveria, portanto, em cada um de nós uma propensão natural oculta, contudo real, a servir e obedecer aos maus – como necessitam os minions

  por Abenon Menegassi

O filme de animação Os Minions, 2015, direção de Kyle Balda / Pierre Coffin, também nos joga de cheio na questão, a mais importante da modernidade: por qual motivo uma enorme parcela de colaboradores, senão todos, independentemente do contexto social em que está inserido, aceita servir a um ou mais chefes perversos? Esta questão está posta em GOOD PEOPLE AND DIRTY WORK, de EVERET C. HUGHES, Brandeis University, por Primo Levi em É isto um homem? E tambem por Zigmut Baumman em Holocausto e modernidade e que é basicamente esta: pq boas pessoas aceitam fazer o trabalho sujo? No livro Sonderkommando: no inferno das câmaras de gás, o autor Schlomo Venezia testemunha o tempo em que foi obrigado a trabalhar na remoção dos corpos gaseados nas câmaras de Auschwitz. Venezia relata que não havia escolha, era servir ou morrer.

O livro todo é atravessado por esta questão de escolha e, embora, seja uma situação limite é o próprio Venezia quem informa que certo dia um homem se recusa a obedecer e, diante de todos, é imediata e exemplarmente executado com um tiro na nuca por um oficial alemão. A conclusão que se tira desta cena é que então não havia a menor chance ou possibilidade de uma escolha que não fosse forçada. Ao se ler Antígona de Sófocles somos levados a esta decisão irreversível por parte da heroína, a de que diante da lei da cidade (pólis), uma lei que contraria leis e princípios mais autênticos e verdadeiros - no caso dela as leis de família -, (oykós) não há que temer diante do preço a se pagar.

Parece ser este o tema do Filme O filho de Saul a estrear por aqui no segundo semestre deste 2015. O filme, então, atualiza o problema: como rompermos os muros externos e internos que dividem e separam as pessoas em grupos de famílias, de hierarquias, de condições sociais, sexuais, econômicas, etc, grupos condominizados por síndicos verdadeiramente hitleristas, para finalmente nos solidarizarmos com o outro, familiar ou não, se estamos sob os mesmos regimes de dominação? Seria o caso de se dizer, dado o exemplo deste solitário e suicida resistente, que a escolha de viver e ter que fazer o trabalho sujo é um ato de má fé?

Não creio que se deva tão facilmente naturalizar tal conjunção e muito menos generalizá-la num universal irrefutável. Quanto à segunda guerra mundial, é preciso o esforço de compreensão para assimilar por quais motivos insondáveis cada qual fez o que fez e, talvez, entender um pouco suas razões. Até aqui a questão fica circunscrita. Mas, o problema se desdobra quando autores como Baumman, Levi, Agambem, Hughes, Arantes e outros propõem que o mais colossal trabalho sujo da história não é (não foi) o advento de um episódio triste da história que pode ser datado e localizado num tempo sem precedentes e que, também, jamais voltará a acontecer. 




A melhor maneira de não se incitar a revolta é evitando a comunicação?

Ao contrário, o que estes autores de alguma forma enfatizam é que Auschwitz é o paradigma par excellence da modernidade e que as ações daqueles colaboradores zelosos não são exceções a serem lamentadas e esquecidas, mas práticas que se repetem todos os dias em todos os lugares e impetradas por pessoas convincentemente de bem. Entre tantas consequências de peso que esta premissa exige, uma pode ser colocada de imediato: se atuamos e servimos sob a lógica da razão moderna de organização do trabalho para a produção de mercadorias e seus meios periféricos, então não há saída, estamos em Auschwitz.

Esta afirmação vem de encontro ao nosso narcisismo e bate em cheio em nossas caras. Nós, os que trabalhamos e pagamos nossos impostos e contas, nós o que vamos à igreja e levamos nossos animais aos domingos para passear, nós que criamos os nossos filhos e cuidamos de nossos entes queridos, nós os cidadão de bem...não somos inocentes, pois de alguma forma perpetuamos as ações realizadas pelos colaboradores que alimentavam, desde seus inúmeros postos de trabalho, os fornos de Auschwitz. A ideia é aterradoramente simples: nosso trabalho, seja em que instituição e em que tempo for, obedece à mesma lógica de racionalidade moderna que tanto tornou possível quanto perpetua Auschwitz.

Haveria, portanto, em cada um de nós uma propensão natural oculta, contudo real, a servir e obedecer aos maus – como necessitam os minions –, propensão esta que se compatibiliza com algo próximo a uma espécie de consciência tranquila ou, oprimidos e destituídos do direito de opinar e escolher, temos que nos contentar apenas com a ideia de que, mesmo calados, basta estar vivo? De certo, talvez, a resposta não seja universalizável e tenhamos que nos contentar com a ideia de que cada um é livre para decidir entre se há ou não a possibilidade de escolha em todos os casos.

Mas, um ponto é necessário abordar (para os que quiserem ir adiante com a questão). Se somos seres dotados de uma dimensão moral e irredutíveis a biopolíticas de controle, então como participar da tarefa que se abre à nossa frente, a saber, a de escapar a certas lógicas de barbárie que nos mostram que o único caminho é colaborar? 

Para finalizar, fica uma pergunta, mais uma: por qual motivo nossas escolas não incluem a disciplina “Holocausto”? Não seria porque, como mostra Jurassic World, a melhor maneira de não se incitar a revolta é evitando a comunicação?

Bom filme.




MINIONS, O FILME
“Meu Malvado Favorito”


Eis que então que Kevin, juntamente com o rebelde Stuart e o adorável Bob, aventuram-se pelo mundo à procura de um novo e malvado chefe para seguirem.


Renda: R$ 56,56 milhões
A animação acompanha as aventuras dos queridos ajudantes amarelos de Gru, o protagonista de Meu Malvado Favorito. Antes de trabalharem para Gru, os Minions já serviram vilões como um T-Rex, Genghis Khan, Napoleão e até o Drácula.

Minions procuram um chefe

Após servir a inúmeros mestres, os Minions encontram-se sem ninguém a quem servir e entram em uma profunda depressão.


Depois de viverem afastados por um tempo, buscam um novo chefe em uma convenção de vilões, em Orlando, nos Estados Unidos. (Revista Exame)

O longa de animação é dirigido por Kyle Balda e Pierre Coffin, roteiro de Brian Lynch (de “O Gato de Botas”). No elenco de dublagem estão Sandra Bullock (“Gravidade“), Jon Hamm (“Sucker Punch – Mundo Surreal“), Michael Keaton (“Birdman“) e Steve Coogan (“Philomena“).  (“Meu Malvado Favorito“). 


domingo, 28 de junho de 2015

PIXAR - DIVERTIDA MENTE - ANIMAÇÃO

   LABIRÍNTICA BIBLIOTECA
Pixar faz uma das melhores representações do cérebro humano em “DIVERTIDA MENTE”

Entender como funciona o cérebro humano, as memórias e as emoções é um desafio que “atormenta” pesquisadores há anos. Teorias, porém, existem – e algumas delas foram tiradas do papel para criar uma das melhores representações da mente do homem já feitas. E ela não está em um modelo 3D, em uma foto ou em um vídeo no YouTube, e sim na animação Divertida Mente, da Pixar.

Parece exagero, e talvez até seja um pouco mesmo. Mas a construção do cérebro feita pelos mesmos estúdios de Toy Story pode até pecar na precisão científica, mas é indiscutivelmente ótima. No filme, a protagonista humana é Riley (voz de Kaitlyn Dias), uma menina de 11 anos que morava no Minnesota até se mudar para São Francisco, onde sua vida sofre uma reviravolta. Os bons amigos são deixados para trás, o hóquei – seu esporte favorito – se torna impraticável e seu pai começa a ficar cada vez mais distante.

Em suma, as mudanças deixam a garota infeliz e provocam uma série de problemas dentro de casa – e dela também.


As emoções – Parece um pouco clichê, não? E seria mesmo, caso a história ficasse limitada ao mundo externo. Mas não é o que acontece: a trama aqui é contada de dois ângulos. Tudo que Riley faz é monitorado por um grupo de “pessoinhas” que vivem dentro de sua cabeça. As cinco principais são suas emoções: Alegria (voz da excepcional Amy Poehler na versão em inglês), Tristeza (dublada por Phyllis Smith), Medo (Bill Hader), Nojinho (Mindy Kaling) e Raiva (Lewis Black). O grupo se reveza no controle de uma espécie de computador, que determina a emoção que a garota expressará em cada situação vista por eles, através dos olhos da humana. O time de hóquei ganhou e todos estão comemorando? A Alegria comanda. Perdeu? É a vez da Tristeza. Escola nova? Entra o Medo. Um animal morto? Nojinho.

Cada momento marcante gera uma esfera, que funciona como um pedaço da memória. Todas as bolas brilhantes são todas guardadas em uma enorme e labiríntica biblioteca, cujo visual tem inspiração nas próprias curvas do cérebro. É de lá que elas são trazidas de volta quando é necessário. As recordações mais importantes, por sua vez, ainda viram uma esfera de memória fundamental, que é colocada em uma central e dá origem a uma ilha de personalidade – que define um traço característico de cada ser humano. Inicialmente, por exemplo, temos cinco na cabeça de Riley: a da Família, a dos Amigos, a da Diversão, a da Honestidade e a do Hóquei.


Uma viagem por dentro do cérebro (e alguns spoilers a seguir) – Assim como a menina, essas emoções também não lidam muito bem com a mudança de cidade, e os problemas de Riley começam a aparecer junto com os conflitos entre o grupo. As discussões dentro da cabeça da humana acabam por fazer com que Alegria e Medo sejam tiradas da “central de controle” – restando a humana apenas Medo, Nojinho e Raiva.


É a partir disso que começa outra representação bem feita: a garota uma hora “quebra”. O trio que a controlava não consegue dar conta do trabalho, e basicamente estraga o computador, deixando-a completamente inexpressiva e fazendo suas memórias fundamentais apagarem. Em resumo, as ilhas de personalidade, tão essenciais para a menina, começam a ruir. É a depressão.

A dupla Alegria e Tristeza, enquanto isso, vai conhecer o interior do cérebro. É nesse ato que são apresentados os corredores repletos de memórias, os funcionários responsáveis por eliminar aquelas que já não tem mais importância e os amigos imaginários, que acabam esquecidos uma hora ou outra. A representação para o conceito de músicas-chiclete, por sinal, é brilhante: elas ficam em esferas que são enviadas à central aleatoriamente e reproduzidas automaticamente, voltando à tona nos momentos mais impróprios. Também aparecem aqui a imaginação, a prisão, onde ficam os traumas e medos, e a parte criativa do cérebro, responsável por entender a arte – e cenário de uma das melhores cenas do filme.


Mas como foi criada essa representação? – De acordo com um ótimo texto do io9, o diretor e os produtores da animação contaram com a ajuda de psicólogos para criar as emoções e toda a estrutura onde se passa a parte mais interessante do filme. Alegria, Tristeza, Medo, Nojinho e Raiva são cinco das seis emoções universais catalogadas por Paul Ekman, um estudioso que foi pioneiro nas pesquisas de microexpressões.

Já a ideia das memórias guardadas em esferas e executáveis como vídeos foi inspirada no ato real de guardar e relembrar uma recordação. O processo todo envolve a “codificação” da memória, seguida de seu armazenamento e de sua recuperação quando necessário. Há inclusive uma teoria, de Austin Simonson, que diz que essa última parte, de recuperar, começa com uma pesquisa, que é mais ou menos o que fazem as cinco emoções durante a animação.

A representação das músicas-chiclete, aliás, não é tão precisa, mas tem a ver com a recuperação involuntária de memória. Em suma, apesar de parecer estranho, o cenário deDivertida Mente tem no que se inspirar.

Vale assistir? – Certamente. Não só pela excepcional representação do cérebro humano, mas também porque é um filme bastante divertido e, ao mesmo tempo, emocionante, bem como os outros dois do diretor Pete Docter, de Up: Altas Aventuras e Monstros S.A. Na versão em inglês, os dubladores também não deixam nada a desejar. Destaque aqui para a ótima comediante Amy Poehler, que transforma a potencialmente irritante Alegria (otimista em todas as ocasiões) em umas das personagens mais divertidas dos filmes do estúdio.

Confira abaixo os trailers em inglês, com as ótimas dublagens originais, e em português – a versão brasileira tem Sidney Magal fazendo uma ponta.







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sábado, 27 de junho de 2015

MIHAELA NOROC – FOTOGRAFIA



A SEGURANÇA DA BRASILEIRA 
ENCANTOU A FOTÓGRAFA

Atlas of Beauty 
“Muitas mulheres que fotografei não se consideram tão bonitas como realmente são”
Mihaela Noroc

A romena viajou o mundo fotografando diversas mulheres para provar que não há apenas um padrão de beleza, mas vários. Prepare-se para se inspirar
A beleza feminina se manifesta das mais diferentes formas. É isso o que a fotógrafa Mihaela Noroc quis mostrar ao viajar durante dois anos retratando mulheres anônimas das mais diversas partes do mundo.



Batizado como “The Atlas of Beauty” (em tradução livre, “O Atlas da Beleza”), a romena de 29 anos já percorreu mais de 37 países para clicar a beleza de mulheres reais. “Muitas mulheres que fotografei não se consideram tão bonitas como realmente são”, diz a fotógrafa em entrevista exclusiva ao “Adoro Maquiagem”.

Mihaela Noroc viajou por dois anos para retratar as mais diferentes belezas femininas.
  

Entre os cenários escolhidos por Mihaela estão a Floresta Amazônica e as favelas brasileiras do Rio de Janeiro; o maior templo budista de Myanmar, na Ásia; e as áreas mais nobres de Oxford, na Inglaterra; Nova York, nos Estados Unidos; e Sydney, na Austrália. As imagens captadas durante as andanças da romena pelo mundo também são compartilhadas em seu Tumblr.

A ideia do projeto surgiu depois que Mihaela largou o trabalho e saiu pelo mundo com a câmera na mão. A vontade era mostrar que a beleza está em todo lugar. Por isso, ela encontra as personagens de suas fotos ao andar pelas ruas ou navegando pelas redes sociais. 

Para continuar o projeto, a fotógrafa criou uma campanha virtual com o intuito de arrecadar fundos que financiem suas viagens. Com isso, ela pretende voltar ao Brasil, onde esteve no ano passado durante a Copa do Mundo. Confira a entrevista.

“Gostei muito do amor pela vida, pela
dança e pelas cores das mulheres brasileiras.”



“Beleza significa diversidade e eu viajo o mundo para descobri-la. Da Europa Ocidental para tribos Africanas, e do Rio de janeiro para a China, eu tento captar nas minhas fotos rostos naturais. Na minha opinião, a beleza significa manter viva suas origens e suas culturas.Talvez daqui 50 anos todas as mulheres do mundo se vestirão e agirão da mesma maneira. Espero que o meu projeto continue a ser uma testemunha de culturas e tradições da minha era.”



ENTREVISTA
MIHAELA NOROC

O que mais chamou sua atenção na mulher brasileira?
O Brasil é um país muito interessante pela sua grande diversidade. Infelizmente, não tive tempo suficiente para descobri-lo. O único lugar que visitei foi o Rio de Janeiro. Uma coisa que notei e gostei muito durante minha curta estadia foi o amor pela vida, pela dança e pelas cores das mulheres brasileiras. Isso falta em outras partes do mundo.
 
Você acha que as mulheres brasileiras têm uma relação melhor com a beleza do que as outras?
Cada país e cultura têm suas próprias características. Isso nos faz diferentes e originais e não devemos tentar ser algo que não somos. Percebi que as mulheres no Brasil são as mais confiantes. Adoraria ver isso em outras partes do mundo.

Como foi a experiência de fotografar as mulheres brasileiras?
Fiz muitas fotos interessantes no Rio de Janeiro. O cenário é realmente especial e tentei  ao máximo ir em diferentes locações. Fui em Tavares Bastos, Lapa e Copacabana e gostei muito.

Você acha que o projeto vai ajudar as mulheres a valorizarem ainda mais a beleza real delas?
Realmente espero que sim. Fico feliz quando paro alguém na rua e peço para fotografá-la para meu projeto. Elas ficam surpresas. Muitas mulheres que fotografei não se consideram tão bonitas como realmente são. A verdade é que a beleza está relacionada ao fato de a mulher se sentir assim e nós devemos valorizar nossa singularidade e autenticidade. 

Fotos: Mihaela Noroc
Postagem: Adoro Maquiagem