Fotografia, música, colagem, grafite, pintura, desenhos, muita arte para todos os tipos de conceitos, este é o Mural

sábado, 16 de julho de 2016

ROBERT DARNTON - LITERATURA

CENSURADOS
Como vetos à literatura ocorrem 
pela ação de gente culta
Historiador americano Robert Darnton 
mostra como censores discriminavam 
um texto refinado de um embuste literário 
na França, Alemanha e Índia


Carta Capital - O historiador, surpreendido com a censura brasileira, que intimou Sófocles a depor
Nem mesmo em 1989 havia alguém tão especializado em Iluminismo quanto o historiador americano Robert Darnton. Eis por que o Brasil o chamava a palestrar sobre o bicentenário da Revolução Francesa. Então aos 50 anos de idade, pai de três filhos, erudito de Harvard e Oxford, ex-repórter policial do New York Times, autor de livros escritos com a clareza dos dias, pesquisados nas profundezas dos arquivos, Robert Darnton mal podia crer em tudo aquilo que presenciava na capital paulista.

Seus habitantes eram cientes do mundo ao redor. Os raios de sol, constantes. Os discursos, inacreditavelmente bem compostos pelo candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva. A ascensão do Partido dos Trabalhadores causava profunda excitação em qualquer historiador. E que livrarias São Paulo tinha.

Em agosto daquele ano, Darnton pegaria na capital paulista um voo para Berlim. Convidado por um instituto de estudos avançados, escreveria ali, por um ano, mais uma monografia sobre seu assunto de imersão. Antes partiria para Halle, na então Alemanha Oriental, para um encontro acadêmico. “Eu havia saído do Brasil, que era a luz, para chegar às trevas”, conta a CartaCapital por telefone a partir de Harvard, onde hoje é professor aposentado e dirige sua biblioteca, a maior entre as universitárias em todo o mundo. “Eu estava, então, na profunda Alemanha Oriental, sob uma atmosfera diferente e fascinante, nas suas cidades em que tudo era poluído, chovia o tempo todo e não havia energia elétrica à noite.”
  
Em A Vida dos Outros, a Alemanha Oriental vigiada

Nem por um momento imaginou, então, que a divisão entre dois sistemas políticos estivesse prestes a se esfacelar. “Queria poder dizer a você que eu sabia antecipadamente que o muro iria cair, mas não tinha a menor ideia”, diz sobre o evento a selar o fim da Guerra Fria. Enquanto estudava a revolução burguesa ocorrida dois séculos antes, uma transformação de fato se dava diante de seus olhos. “O chão começou a tremer. Eu saía, assistia às manifestações, conversava com os habitantes.

Assim que o muro caiu, em novembro, interrompi meu livro e passei o tempo a viajar para Berlim Oriental e a escrever artigos sobre o que via.”
Interessou-se pelos arquivos do regime e descobriu que fora distinguido por eles. “Um amigo alemão oriental me contou, em 1992, que eu tinha meu próprio dossiê na polícia política Stasi, citado como um ‘jovem burguês progressista’. Nunca vi esse arquivo. Mas o xingamento me divertiu muito, me pareceu elogioso.” Enquanto pesquisava, descobria um universo inaudito.

Os alemães-orientais não apenas censuraram livros. Eles organizaram um imenso sistema para encaminhar a literatura a seus propósitos ditos revolucionários. Os censores discriminavam um texto refinado de um embuste literário. Quando censuravam, às vezes impossibilitando a carreira de um autor, agiam como professores, o que de fato eram, advindos dos melhores cursos de Letras. 

Darnton entrevistou dois desses censores, empenhado em mantê-los próximos com simpatia, conforme lhe ensinara a prática jornalística. Sentiu-se incrédulo que ainda advogassem a permanência do muro, este que mantivera distante dos leitores a realidade do país, apenas descrita nos livros se transcorrida ficcionalmente em países capitalistas (os personagens alcoólatras, por exemplo, tinham de ser americanos). A Alemanha Oriental do período, dos móveis às vestimentas e aos comportamentos, foi descrita em perfeição, crê o historiador, no filme A Vida dos Outros, de Florian Henckel von Donnersmarck.

Censores em Ação. Robert Darnton. 
Companhia das Letras, 376 págs. Edição impressa, R$ 69,90. 
Livro digital, R$ 39,90

Censores em Ação, lançado agora no Brasil, é o livro em que Darnton analisa, além do sistema alemão-oriental, o sofisticado veto britânico à produção literária indiana, no século XIX, ocorrido até mesmo contra os ideais libertários de expressão defendidos na Inglaterra, e a censura aos livros na Paris dos anos 1700, quando toda publicação, caso não pudesse obter uma autorização real para se efetivar, deveria tentar a sorte em Amsterdã ou Genebra. Darnton estuda como o diretor do comércio de livros comandava uma cadeia de censores e, com o apoio da polícia, restringia a ação dos livreiros clandestinos.

“Havia um inspetor especializado em literatura na polícia francesa. Ele passava todo o tempo a andar pelas livrarias. Refazia a trilha dos autores, conhecia os iluministas.” Darnton gastou horas a entrevistar, por assim dizer, os inspetores da Paris de 250 anos atrás. “A polícia francesa do século XVIII era muito mais sofisticada do que a americana do século XX, quando comecei no jornalismo.” O historiador perdeu o pai enquanto ele cobria a Segunda Guerra Mundial para o New York Times.

“Órfão aos 3 anos, cresci com a ideia de que ser um repórter de jornal era a melhor coisa que jamais se poderia fazer na vida.” Seu irmão tornou-se jornalista, e sua mãe, igualmente editora daquele jornal, sofreu quando Darnton constatou que os arquivos, com os quais aprendera a lidar em Oxford, davam-lhe muito mais satisfação pessoal do que relatar assassinatos e assaltos a banco. “Eu fui a ovelha negra da família. Me tornei apenas mais um professor universitário.”

Na França, por J. Watteau, a transmissão dos libelos

Um professor que escreve como jornalista, imbuído das palavras nítidas, e que se propôs a analisar uma ação patrocinada pelo Estado, como subscreve o entendimento da censura. Em seu livro, descreveu casos duros. Na Alemanha Oriental, o editor Walter Janka, apesar de leal à ideologia em curso no país, passou cinco anos em uma solitária, autorizado a ver a mulher por apenas duas horas ao ano, apenas porque protegera George Lukács, um autor que caíra em desgraça no partido. 

Darnton, contudo, ressalva que, nos três sistemas por ele estudados, quem cortava textos sabia por que o fazia. Os censores franceses concentravam-se mais em questões de conteúdo e estética e menos em ameaças à Igreja, ao Estado e à moralidade. Um censor que era teólogo atestou certa vez que um livro sobre história natural lhe parecia uma ótima leitura. Ele não conseguiu largar o livro, disse, porque inspirava no leitor “essa curiosidade ávida, mas doce, que nos faz continuar a leitura”. Darnton pergunta-se: “Será essa a linguagem que se espera de um censor?”

Por todo o ensaio, o que o historiador parece desejar é que se desfaça uma ampla relativização do conceito (a seu ver, a censura jamais se dá fora do âmbito estatal) e que ela não seja entendida de modo maniqueísta. “Convenci-me, depois da leitura das correspondências e dos memorandos internos dos censores franceses, que se tratava de indivíduos altamente inteligentes. Tinham boas relações com os autores, melhoravam os textos com sugestões. Tentavam defender a honra da literatura francesa. A censura no século XVIII francês foi positiva. Com a ressalva, claro, de que o Iluminismo não passava pela censura, pois era editado em libelos ou em publicações fora da França.”

Darnton lamenta conhecer pouco a história latino-americana. Contudo, enquanto produz um novo ensaio, em torno do vendedor de livros que, montado a cavalo na França de 1778, realizou uma Tour de France por livrarias, sua releitura de cabeceira é O Aleph, de Jorge Luis Borges. O historiador reage com espanto ao saber que no Brasil os censores nunca foram muito inteligentes. E que, na ditadura, convocaram o filósofo Sófocles a depor sobre uma montagem de Antígone.

Leitor das notícias do Brasil a partir do New York Times, Darnton também ignorava que uma decisão do Legislativo impediu recentemente os professores de Alagoas de opinar em sala de aula e que a Justiça havia proibido os estudantes de uma universidade pública de Minas Gerais a discutir o impeachment. Mais que isso, uma censura de mercado, fundamentalista religiosa, dificulta a impressão de obras tidas por blasfemas, como ocorreu a Gênesis, de Robert Crumb. “Meu coração fica com os brasileiros, porque vivem essa crise tão grande. Só posso me solidarizar com eles.” 

*Postagem: Carta Capital


O LIVRO
ANÁLISE DE DANIEL PRESTES

Censores em ação, de Robert Darnton e publicado no Brasil pela Companhia das Letras, busca analisar em três períodos históricos como os Estados influenciaram o fazer Literário por meio da censura, mas, antes de se deter necessariamente nos momentos que ele acompanhará, o autor nos diz que é necessário ter em mente o que seria a censura, para não cairmos em generalizações. Ele retoma essa mesma questão, ao final do livro, a fim de fazer um arremate nas ideias desenvolvidas no correr do texto.

Daniel, mas por que falar de um livro sobre censura na literatura?

Para além do óbvio, que é o fato dessa coluna ser sobre literatura e não apenas livros, há também que a relação entre Literatura e Estado ajudam na formação da nação, na instrução e no desenvolvimento de uma tradição que está intrinsicamente vinculada à maneira de pensar das pessoas.

É isso que acompanhamos, por exemplo, na terceira parte do volume, que trata sobre o modo como trabalhavam os censores no período da União Soviética, que me pareceu ser um jeito bastante interessante de aliar exemplos vistos nos outros dois períodos analisados anteriormente pelo autor, a saber: a França dos Bourbon e a Índia Britânica.

Na primeira parte, vemos como a Censura pode ter uma face positiva. Na época dos Bourbon havia toda uma estrutura de avaliação do texto por censores que davam a autorização real para que a obra fosse publicada. Havia outras maneiras de se publicar um texto? Havia. Mas, ter o privilégio de ser publicado com a chancela real era algo que muitos autores queriam, assim, muito mais do que censurar, tinha-se ali a questão do poder publicar.

No entanto, obras que sabidamente não receberiam as chancelas reais de publicação nem eram enviadas aos censores reais para avaliação do texto, estas eram logo encaminhadas para fora, como a Holanda, por exemplo, a fim de serem publicadas e depois contrabandeadas para o interior da França. No geral, essas obras eram de cunho político-satírico ou eróticas.

O mais interessante é perceber que todo esse problema com o conteúdo de obras clandestinas fez crescer o crime de contrabando e pirataria como movimento de “contra-censura” e no qual muitas pessoas importantes e mesmo que deveriam evitar tal coisa, se juntassem à prática.

Já na Índia Britânica, em teoria, não havia censura. Como mostra Darton, ao citar os documentos de publicações anuais do país, havia um volume muito grande de publicações, a maioria vista como menores pelos ingleses que colhiam informações sobre elas.

Contudo, são essas publicações menores que ajudaram a criar um sentimento nacionalista entre as pessoas, que acabou ocasionando, junto a outros elementos, levantes contra a Coroa Real Britânica, fazendo com que os Ingleses passassem não só a prestar mais atenção no que era publicado, como também a manipular os conceitos de sedição.

Então temos a censura na União Soviética, que alia a permissão do Estado para as publicações como uma eterna vigilância daqueles que estão inseridos em todas as etapas do meio editorial, criando o clima de tensão que já conhecemos das nossas aulas de história sobre os países em que governos ditatoriais assumem o poder.
Confesso que em muito das descrições feitas por Darton me lembrei do que se fala sobre a nossa Ditadura Militar.

Porém, o que é interessante em todo o processo instalado nesse terceiro período é que a censura seria como o poder, a forma como o poder está associado ao pensamento de Foucault. A censura é risomática, não está unicamente numa relação vertical e descendente, ela é também vertical e ascende e foge por tangentes.
O ponto chave aqui é que, a censura assume ares de negociação, como visto no período Bourbon, em que ser influente e ter amigos influentes, ajudavam no processo de permissão da publicação e que também era assegurado pelas informações colhidas pela polícia soviete, a Stasi.

Voltando agora para a resposta que eu dei a pergunta feita no início desse texto, que fala sobre o papel que a interferência do Estado na Literatura faz com o povo sob domínio desse Estado, temos que o gosto e a visão de mundo e mesmo o que nos impele a ir contra o que está instituído perpassa pela ação do Estado no fazer Literário, por mais que não tenhamos acesso diretamente ao que é publicado.

Por exemplo, imagino que muitos que me leem neste momento não tenham lido Homero ou Platão, e mesmo desconheçam integralmente a história de Bento e Capitu, mas, ainda assim, essas histórias estão em nossa memória literária e moldam a sociedade de certa maneira, como tentava mostrar Vasques, em sua história da literatura, A Poeira da Glória.

Para além disso, ela nos mostra como, socialmente, nós pensamos a Literatura, o Mercado Editorial e permitem mapear os nossos gostos literários.


 *Postagem: Revista Forum




ARTISTA PLÁSTICA – YULIA BRODSKAYA

COLA E PAPEL
INCRÍVEIS OBRAS DE ARTE   

A russa Yulia Brodskaya é uma artista versátil que trabalha com diversos materiais, suas práticas criativas exploram desde a pintura em tecido ao origami e a colagem.






Yulia Brodskaya nasceu em Moscou, na Rússia, mas desde 2004 mora no Reino Unido, onde completou um mestrado em Comunicação Gráfica na Universidade de Hertfordshire.


“Eu acho que uma das principais razões que me fazem apreciar o artesanato de papel é o meu amor pelo material”.






Foi com essas ilustrações em papel inovadoras que Brodskaya ganhou reputação internacional.

A artista cria, também, desenhos bem detalhados de papel para clientes de todo o mundo.


A artista vai moldando os papeis e colocando em painéis para que o resultado final dê uma impressão de imagem em 3D


Para ver mais do trabalho de Yulia, acesse seu site oficial.



*Postagem: Pitanga Digital
*Imagens: Reprodução



sexta-feira, 15 de julho de 2016

JOGOS - POKÉMON GO

 

 Pokémon GO é um jogo eletrônico voltado para smartphones em uma colaboração entre a Niantic, Inc., Nintendo e a The Pokémon Company para as plataformas iOS e Android e será gratuito com compras adicionais incluídas no jogo. Wikipédia

Chega a ser bizarro ler notícia que duas pessoas teriam caído de penhasco para pegar pokémon. O fato, teria acontecido na Califórnia, nos EUA. (Ler matéria)

Quem é leigo nesse jogo quer entender o motivo dessa febre mundial. Em alguns lugares, como na China, há placas sinalizando a proibição do jogo. 

Há narrações (internet) de que ele é vicioso, uma praga deste século.

“As pessoas literalmente viraram zumbis. Andam pelas ruas com seus aparelhos eletrônicos nas mãos jogando um tal de pokémon go.”

A frase, sem autoria, parece estar de boca em boca.


Na China, há temores de que Pokémon Go possa ajudar a localizar bases militares
Por Paul Carsten

PEQUIM (Reuters) - Nem todo mundo ama o Pokémon Go, o game que se tornou sucesso mundial mesmo tendo sido lançado em alguns poucos países apenas uma semana atrás.

O jogo de realidade aumentada, no qual jogadores andam na vida real para perseguir e caçar personagens virtuais em seus smartphones, tem sido apontado nos Estados Unidos como a causa de uma série de roubos e acidentes automotivos por distrair os usuários.

E embora o jogo ainda não esteja oficialmente disponível na China, o maior mercado mundial de celulares e de games online, algumas pessoas já temem que o jogo possa se tornar um Cavalo de Tróia para uma ação ofensiva dos EUA e do Japão.

"Não joque Pokémon Go", disse o usuário Pitaorenzhe no site chinês de microblogs Weibo. "Com isso, os EUA e o Japão poderão explorar as bases secretas da China!"

A teoria da conspiração é que a empresa japonesa Nintendo, uma das donas da franquia Pokémon, e o Google, dos EUA, podem descobrir onde estão as bases militares chinesas, ao ver onde usuários não capturam personagens Pokémon.

O game utiliza serviços do Google como os mapas.
A teoria é que se a Nintendo colocar Pokémons raros em áreas onde as empresas veem que os jogadores não estão indo, e ninguém tenta capturar as criaturas, pode-se deduzir que o local tem acesso restrito, sendo potencialmente uma área militar na China.

"Então, quando a guerra irromper, o Japão e os EUA podem facilmente direcionar seus mísseis guiados, e a China terá sido destruída pela invasão de um jogo japonês-americano", disse um post quer circulou no Weibo.

O Ministério de Relações Exteriores chinês disse desconhecer relatos de que o Pokémon Go possa ser um risco para a segurança, sem dar mais detalhes. Outros representantes do governo chinês não responderam a pedidos de comentários sobre o assunto. (Fonte: Jornal Extra)



Seria um jogo perigoso para a humanidade?
Seria a humanidade infantil demais para um jogo?

ALERTA: Não jogue Pokémon Go. Ele é o mais novo experimento de vigilância governamental  
Matéria Completa - Leia AQUI



Tantas perguntas, poucas respostas.
Pode ser que, como muitas outras coisas, a medida deve ter uma dose certa.
Fugir da realidade para um mundo virtual pode criar expectativas frustadas.
Todo cuidado é pouco.



Eles fizeram sucesso na década de 90 e voltaram com força total.

Agora, o Pokémon Go já foi mais baixado que o Tinder e virou mania nos Estados Unidos, atraindo atração em todo o mundo.

Mas o que é esse jogo? 
Veja as explicações da BBC Brasil:

Pessoas vestidas de Pikachu, que voltou a ser mania no mundo



Por que as pessoas não param de falar de Pokémon de novo?

Elas estão falando do Pokémon Go, um jogo de realidade aumentada parasmartphones.

Ele usa seu GPS. Você joga andando pelo mundo real e caçando pequenos monstros virtuais como o Pikachu e Jigglypuff em lugares perto da localização do seu telefone e treinando-os para lutar uns contra os outros.

O sucesso vem da mistura de jogo e realidade. Na tela do telefone você vê o mundo real, como na câmera do seu celular, mas habitado por monstrinho do Pokémon.

Os monstrinhos do jogo se tornaram populares pela primeira vez nos anos 1990, quando foram lançados no Game Boy da Nintendo.

O Pokémon já foi jogo de Game Boy e Nintendo DS, desenho animado e é, há muito tempo, um jogo não tecnológico de troca de cartas, mas esta é a primeira vez que se torna um jogo de smartphone.

O mundo que você vê na tela no Pokémon Go é o mundo que está a seu redor

Aqui está um pequeno dicionário para você começar a entender um pouco mais do Pokémon:

Pokemon = pocket monster (monstro de bolso)
Pokestop = landmark (ponto de referência)
Pokeball = uma bola que você joga para capturar o Pokemon e treiná-lo
Academia = local onde os Pokémons lutam uns contra os outros
Pikachu = Pokémon mais famoso e ícone da cultura japonesa

E, como ele te obriga a se movimentar para jogar, ele também pode ajudar a queimar algumas calorias:



Como posso jogar?

O Pokémon Go já pode ser baixado pela App Store (iPhone) e Google Play (Android) em diversos países, como Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia.

No Brasil, ainda não há data oficial de lançamento. A Niantic, desenvolvedora do jogo e ligada ao Google, havia decidido adiar o lançamento em outros países porque, com tanto usuários, o game estava tendo problemas.

Mas nesta semana a empresa retomou a expansão do aplicativo, tornando-o disponível na Europa. Isso pode significar que o game estará disponível para brasileiros em breve.

O jogo pode ser baixado de graça, mas assim como muitos aplicativos gratuitos, há coisas para comprar com dinheiro de verdade quando você já está jogando.

Pessoas estão indo para locais que não frequntavam antes atrás de Pokemons


Qual foi a coisa mais estranha que aconteceu com alguém jogando?

Hmm, pergunta difícil.

Um mulher americana encontrou um corpo enquanto procurava um Pokémon em um rio perto da sua casa. A polícia disse que o homem havia morrido há menos de 24 horas.

Quatro pessoas foram presas após usar o jogo para atrair participantes para locais remotos e roubá-los a mão armada. Em resposta, os criados do Pokémon Go disseram que as pessoas devem "jogar com amigos quando forem para lugares novos e desconhecidos" e "lembrar de se manter em segurança e alerta todo o tempo".

Polícia do Missouri publicou fotos de suspeitos de roubar usando o Pokémon Go

O grupo homofóbico Westboro Baptist Church, nos Estados Unidos, é uma das locações das academias no jogo, e jogadores colocaram uma Pokemon "Crefairy", que é rosa, chamada "Amor é amor" lá. O grupo - o mesmo que faz protestos homofóbicos em enterros de gays - respondeu com uma série de posts nas redes sociais chamando o Pokémon de sodomita.

Também há muitos relatos de pessoas caindo e se machucando porque não prestam atenção no que está a sua frente ao jogar.

Devo me preocupar com minha privacidade?

Algumas pessoas disseram que, como o jogo funciona em tempo, se você está perto de outro jogador no game você provavelmente consegue vê-los na vida real.
Quando você se inscreve no jogo, você permite que a Niantic Labs use sua localização e a compartilha pelo app.

É a mesma coisa que todos os aplicativos de redes sociais pedem, mas no Facebook, Twitter e afins você pode desligar esta função, enquanto se você fizer isso no Pokémon Go você não consegue jogar o jogo direito.

E esse sucesso estrondoso do jogo?

O game é um sucesso mesmo.
Ele acrescentou mais de US$ 7 bilhões de valor a Nintendo devido à subida das ações da empresa desde seu lançamento.

O jogo parece estar fazendo sucesso em dois mercados - os adolescentes que estão jogando pela primeira vez e as pessoas com cerca de 30 anos que lembram da febre pela primeira vez e estão curtindo uma nostalgia.

O Pikachu era assim quando apareceu na TV pela primeira vez, em 1997

O Pokémon Go já foi instalado em 5,16% de todos os smartphones com sistema Android nos EUA, de acordo com o site SimilarWeb. É quase o dobro do Tinder - e espera-se que, em breve, o app supere o Twitter em usuários ativos.


Nos últimos 30 dias, o termo Pokémon Go foi buscado no Google quase tantas vezes quanto "Brexit", a saída do Reino Unido da União Europeia.

Até a pornografia, que sempre é muito buscada na internet, foi superada pelo interesse no app.



*Fonte: BBC Brasil


*Imagens: Reprodução




segunda-feira, 21 de março de 2016

FOTOGRAFIA - A ESTRANHEZA DO NOSSO INCONSCIENTE

Conheça o trabalho da fotógrafa 
que captura sonhos com sua lente

EMOÇÃO E DRAMA

Se pudéssemos fotografar nossos sonhos, muitos dos registros provavelmente se pareceriam com as fotos de Andrea Torres Balaguer. A fotógrafa espanhola se inspira no surrealismo para reunir mistério, simbolismo e fantasia em suas imagens. Andrea enxerga suas fotos como uma coleção das pequenas memórias que conseguimos recordar de nossos sonhos.


Carregado de emoção e dramaticidade, o trabalho da fotógrafa é fortemente conceitual, ilustrando de maneira onírica e bela a estranheza de nosso inconsciente, seus símbolos e significados.



Pra quem sonha acordado, quem não lembra do que sonha, quem anota ao acordar ou quem tem certeza de que o sonho aconteceu, o trabalho de Andrea é feito para se mergulhar – até o despertador tocar.




















Fonte: Hypeness




sexta-feira, 18 de março de 2016

RAUL SEIXAS - AINDA SOBRE A SOCIEDADE ALTERNATIVA


SÓ HÁ AMOR QUANDO NENHUMA AUTORIDADE EXISTE

ESPECIAL RAUL SEIXAS
Por Giovanni Mattiello


“Imagine que não exista nenhum país/ (…) Nada por que matar ou morrer/ Nenhuma religião também”. Nos célebres versos de “Imagine”, John Lennon anunciava uma sociedade utópica. E ele iria além da canção: em manifesto, concebeu a tal nação fictícia, batizada de Nutopia. “Sem terra, sem fronteiras, sem passaportes, só pessoas. Nutopia não tem leis que não as cósmicas”, declaravam o ex-beatle e sua esposa, Yoko Ono, em1973.

No ano seguinte, um roqueiro brasileiro apresentava ao público sua versão da “Sociedade Alternativa”: “Faze o que tu queres, pois é tudo da lei”, cantou Raul Seixas.

Não era coincidência. Cada um à sua maneira, Lennon e Raul bebiam da mesma fonte, que seduzia jovens no mundo inteiro em tempos de descrença nos poderes e nas instituições: a contracultura. Dos hippies aos anarquistas, osanos 70 abrigaram diversas experiências de rejeição a todos os sistemas políticos estabelecidos, e propostas de comunidades alternativas que colocassem o ser humano como centro da vida social.

No Brasil, esses ventos de contestação coincidiram com o período mais grave do regime militar. No momento em que se prendia, torturava e eliminava quem ousasse se opor ao governo e a censura tomava conta dos meios de comunicação, eis que surge no Rio de Janeiro um jovem baiano tocando rock ‘n’ roll legítimo, ironizando os valores vigentes e pregando coisas estranhas como o egoísmo, o amor livre e a liberdade incondicional do ser humano. Quem era aquele sujeito?




Os agitos de roqueiro haviam começado ainda Salvador, no início da década de 60, quando o jovem Raulzito fundou a banda Relâmpagos do Rock, depois chamada de The Panthers. Eram as primeiras guitarras elétricas de que se tinha notícia na conservadora capital baiana. Aos 17 anos, fã de Elvis Presley, Raulzito não queria saber de escola, repetiu de ano várias vezes, mas em casa teve acesso à cultura, isolado por horas e dias a fio na biblioteca do pai. 


Chegou a prestar vestibular, mas abandonou o curso de Direito para se dedicar apenas à música. Em 1967, foi convencido por Jerry Adriani – integrante do já famoso movimento Jovem Guarda, de Roberto e Erasmo Carlos – a ir ao Rio de Janeiro gravar um disco. Convite aceito, naquele mesmo ano foi lançado “Raulzito e Os Panteras”, um fracasso de vendas. O grupo ainda acompanhou Jerry Adriani em alguns shows, mas se desfez, o que obrigou Raul a voltar para Salvador. Em 1970 surgiu nova chance: agora um emprego de produtor-executivo na gravadoraCBS. Ele tinha 24 anos e chegava ao Rio para ficar.

Na capital cultural do país, alguns conterrâneos de Raul já chamavam atenção no terreno da arte alternativa. Enquanto Gilberto Gil, Caetano Veloso e Tom Zé comandavam o Tropicalismo, Baby Consuelo, Moraes Moreira e Pepeu Gomes fundavam uma libertária experiência de vida comunitária dedicada à música que resultou no grupo Novos Baianos. Como o roqueiro que chegava, eram todos adeptos do experimentalismo formal, da guitarra misturada a ritmos nacionais, da adoção de novos comportamentos sociais e sexuais e, finalmente, do não-engajamento político. 


Por isso a contracultura era acusada de “alienada” pela juventude de esquerda, que pegava em armas para lutar contra a ditadura. Acusação um tanto injusta. “Era preciso muita vontade e alguma coragem para ser hippie numa ditadura militar boçal e truculenta. Visados pela polícia, muitos foram confundidos com militantes da resistência armada, presos e torturados por engano”, comenta o produtor musical Nelson Motta no livro “Noites tropicais”.


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Apesar da semelhança estética, Raulzito não entrou na onda de nenhum dos baianos que chegaram antes dele. Sua ideia de “Sociedade Alternativa” seria muito mais radical, e ganharia fortes conotações místicas. 


PAULO COELHO, O DONO DA REVISTA


Tudo começou em1971, quando conheceu Paulo Coelho, editor da revista alternativa 2001. Fã de discos voadores, o roqueiro encontrou na revista um artigo sobre o assunto e gostou tanto que resolveu procurar seu autor. Aquelas duas cabeças criativas e alucinadas mergulhariam num mar de referências para conceber canções com temas até então inéditos por aqui. Além da Nutopia de Lennon e Yoko, inspiravam-se em autores clássicos do anarquismo e do individualismo, como Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) e Max Stirner (1806-1856).

Mas o grande guru da dupla foi o mago inglês Aleister Crowley (1875-1947). É dele a frase “Faze o que tu queres, pois é tudo da Lei” — a “lei” concebida por Crowley chamava-se Thelema, palavra grega que significa“vontade”. Segundo ele, os desejos humanos não deviam sofrer nenhum tipo de restrição. Considerado satanista por desdenhar as noções de bem e mal e louvar Deus e o Diabo na mesma proporção, Crowley fez a cabeça de várias bandas de rock famosas na época, como Iron Maiden e Led Zeppelin. E também dos Beatles, que estamparam sua foto no meio das celebridades da capa do revolucionário disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (1967).

Uma inusitada estratégia de marketing proposta por Paulo Coelho levou as primeiras ideias da Sociedade Alternativa aos lares de todo o Brasil. No dia 7 de junho de 1973, Raul Seixas convocou a imprensa para registrar sua aparição em plena Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, violão em punho, cantando a música “Ouro de Tolo”. Deu certo: a cena foi exibida no “Jornal Nacional”, horário nobre da TV. A canção era uma bofetada no conformismo nacional diante das vantagens ilusórias oferecidas pela ditadura:






Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego

Sou o dito cidadão respeitável e ganho quatro mil cruzeiros por mês

Eu devia agradecer ao Senhor por ter tido sucesso na vida como artista

Eu devia estar feliz porque consegui comprar um Corcel 73

(…)

Eu devia estar contente por ter conseguido tudo que eu quis

Mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado!

(…)

É você olhar no espelho e se sentir um grandessíssimo idiota

Saber que é humano, ridículo, limitado

E que só usa 10% de sua cabeça animal

E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial

Que está contribuindo com sua parte

Para o nosso belo quadro social…


OS FALSOS ALQUIMISTAS
“Ouro de tolo” é o nome que se dava na Idade Média às promessas de falsos alquimistas. Transpondo a ideia para a década de 1970, Raul Seixas reduz a nada as aspirações da classe média que apoiou o milagre econômico da ditadura: a euforia regada pela estabilidade social do cidadão respeitável e por uma visão religiosa conformista era simplesmente um “ouro de tolo”.




A música virou sucesso instantâneo. Contratado pela gravadora Philips, Raul Seixas juntou “Ouro de Tolo” a outras nove canções para lançar seu primeiro LP solo: “Krig-Ha, Bandolo!”, ainda em 1973. 

O ano seguinte marca uma escalada no projeto de construção da Sociedade Alternativa. Paulo Coelho publica na Revista Planeta uma análise crítica dos movimentos de contestação juvenil da década de 1960, principalmente o dos hippies. Argumenta que, através da poderosa influência dos meios de comunicação, os valores fundamentais dos hippies propagaram-se pelo mundo e foram absorvidos pelo sistema de maneira deformada: sua revolução de valores transformou-se em moda. Citando John Lennon e seu famoso desabafo “O sonho acabou”, Paulo afirma que “a decadência do movimento hippie provocou a mais importante e a mais radical transformação da contracultura: o nascimento das sociedades alternativas”.

E eles não queriam ficar no plano da utopia. Em terreno cedido pela Sociedade Ocultista Argentum Astrum (ligada à Thelema do mago Crowley), instalam em Paraíba do Sul (RJ) a “Cidade das Estrelas”, para concretizar o sonho libertário. Enquanto isso, saía o segundo disco-solo de Raul, “Gita”, com o hino “Sociedade Alternativa”, a mística Gîtâ (inspirada no texto hindu Bhagavad Gita) e a apoteótica “Trem das sete”, que profetizava “o Mal de braços e abraços com o Bem num romance astral”.

Mas sua primeira canção a despertar a censura viria de outro disco lançado naquele ano: a trilha sonora da novela “O Rebu”, composta por Raul e Paulo Coelho. Na música “Como vovó já dizia”, dois versos foram considerados subversivos – “quem não tem papel dá recado pelo muro” e “quem não tem presente se conforma com o futuro” (substituídas por “quem não tem filé come pão em osso duro” e “quem não tem visão bate a cara contra o muro”).







Em maio de 1974, o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) finalmente fechou o cerco. Raul Seixas foi preso e torturado. “Tudo para eu poder dizer os nomes das pessoas que faziam parte da Sociedade Alternativa, que, segundo eles, era um movimento revolucionário contra o governo”, contaria mais tarde.

Nessa fase da ditadura as prisões eram secretas, ao contrário do que costumava ocorrer com as detenções na segunda metade da década de 1960. Após o fim da luta armada, a repressão se voltou contra a resistência cultural ao regime, perseguindo pessoas que expunham suas opiniões através da música e da imprensa. Foi o caso do roteirista e jornalista Vladimir Herzog, torturado e morto em 1975.

Segundo Sylvio Passos, presidente do Raul Seixas Oficial Fã-Clube, o trauma da prisão e da tortura foi duro paraRaul, que sempre chorava ao narrar esses episódios, em conseqüência dos quais desenvolveu uma paranóia que o fez sofrer muito. Depois de libertados, ele e Paulo Coelho exilaram-se nos Estados Unidos. Mas o estrondoso sucesso alcançado por “Gita” – que vendeu 600 mil cópias em todo o Brasil – os animou a voltar.

Ano novo, disco novo, cheio de contundentes mensagens ideológicas. No LP de 1975, “Novo Aeon”, Raul canta a poligamia em “A Maçã”, provoca com o “Rock do Diabo” e radicaliza o individualismo com “Eu sou egoísta”. As composições com Paulo Coelho agora dividem espaço com outros parceiros, como Marcelo Motta. Em breve o mago seguiria seu caminho longe de Raul, para se tornar o maior best-seller brasileiro de todos os tempos. Já oMaluco Beleza não abriria mão de defender suas crenças até o fim. 


No penúltimo disco que gravou (“A Pedra do Gênesis”, em 1988), um Raul já debilitado pelo alcoolismo revela manter a crença em Crowley na canção “A Lei” – pura transcrição de frases do mestre ocultista. “Todo homem tem direito de pensar o que quiser/ Todo homem tem direito de amar a quem quiser/ Todo homem tem direito de viver como quiser”. Assim viveu Raul Seixas, cuja estrada chegaria ao fim no ano seguinte.





Amigos desde 1984, a relação entre Raul e Marcelo Nova (ex-membro do grupo de rock baiano Camisa de Vênus) cresceu inicialmente movida pela paixão comum pelo blues e o rock dos anos 50. A parceria musical surgiu quatro anos depois, quando Marcelo decidiu visitar o amigo e deu-se conta do estágio terminal de sua vida e sua carreira.“Na verdade, não havia mais carreira. Ele estava parado há quatro anos, longe de seu público. Um dia cheguei em sua casa e ele estava sem um dente, abatido, bêbado, pesando 55 quilos. Alguma coisa precisava ser feita, não dava para assistir aquilo de braços cruzados. Levei Raul ao médico da minha família, que o examinou do cabelo à unha do pé e me disse que a única coisa a receitar era trabalho, já que ele se recusava a parar de beber”, lembra.

“O esforço do indivíduo Raul Seixas em estar presente naquela turnê sempre foi subestimado”, acredita Marcelo. “Já li muito sobre o ‘andar trôpego e cambaleante’ de Raul, mas, independentemente disso, ele pegava o microfone e, bem ou mal, com energia ou sem, subia no palco e cantava. Quem sabia dos problemas pessoais e físicos que ele enfrentava, sabe que se tratava de um esforço quase heróico”.

Raul dos Santos Seixas morreu aos 49 anos, de parada cardíaca. Já vivia havia nove anos sem dois terços do pâncreas. Diabético, driblava como podia as injeções de insulina (“Odeio injeção, por isso nunca fui junkie”, dizia), mas não dispensava chocolate. Alcoólatra, seu café da manhã consistia de um copo de vodca com suco de laranja no bar mais próximo de casa, seguido de doses paulatinas de éter ao longo do dia. Separado de sua quinta esposa, Lena Coutinho, desde 1988 morava sozinho num pequeno flat alugado no Centro de São Paulo.





Num destes cavalos-de-pau que o destino dá, um homem que odiava apresentar-se ao vivo e digladiava-se com gravadoras morreu descansando de uma maratona de 50 shows realizados ao lado do fã e último parceiro, Marcelo Nova. Naquela mesma semana, chegaria às lojas “A Panela do Diabo”, disco da dupla lançado pela multinacional WEA. E mais shows estavam programados até dezembro, quando a turnê seria encerrada com uma festa no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Se hoje a liberdade de expressão é um valor sagrado, muito se deve à abertura proporcionada por livres pensadores como Raul Seixas, que ousaram defender a criação de uma sociedade alternativa à que era imposta pelo sistema político estabelecido num momento em que tal atitude implicava altos riscos.

Bem meus amigos, terminamos por aqui essa matéria especial sobre Raul Seixas, deixo a seguir alguns vídeos, desse importante nome não somente para o Rock Brasileiro, mas para a sociedade como um todo.

*Imagens: Reprodução


TOCA RAUL!