Fotografia, música, colagem, grafite, pintura, desenhos, muita arte para todos os tipos de conceitos, este é o Mural

terça-feira, 23 de junho de 2015

ALABAMA SHAKES – DELÍCIA DE SOM

Coachella 2015


O que você ouviu de mais interessante nos últimos cinco anos e que ainda teve a façanha de te emocionar? 



ALABAMA SHAKES 
 QUE SOM É ESSE?



Não é uma resposta das mais fáceis, ainda mais com a massificação musical pasteurizada que as novas formas de se consumir música trouxeram para nossos ouvidos.

A banda Alabama Shakes vai na contramão disso, particularmente por seu DNA de olhar para trás. Depois de um celebrado primeiro disco, o delicioso Boys & Girls (como sair imune da rascante “Be Mine“?), lançam agora o ótimo Sound & Color, que veio ao mundo como um estandarte definitivo da relevância do grupo do Estado do Alabama para o mundo.




A extraordinária cantora Brittany Howard continua sendo o esteio melódico-dramático da banda, com sua interpretação eloquente, num confronto com as melodias secas e/ou abrasivas da banda, que percorre estilos com uma elegância pulsante.

A primeira música de trabalho – “Gimme All Your Love” – resume bem a pretensão de Brittany e seus turma, num resultado arrebatador. No álbum temos o melhor do Blues (“Miss You“), do jazz (“Geminii“), dos ares oitentistas (“Guess Who“), do rock personalista (“The Greatest“) e das distintas formas de se expressar a Black Music (“Future People“).




Mas experimente ouvir “Sound & Color“, canção que dá nome ao álbum, e não se arrepiar, principalmente com a levada Soul que Brittany imprime sobre uma letra tão melancólica (basta dar play no clipe logo abaixo, um tanto lacônico e dimensional, como a própria música). É simplesmente irresistível. E, sim, o Alabama Shakes é a melhor tradução da emoção hoje no rock (!) mundial.



Postado





Quem ouve pela primeira vez quer ouvir sem parar.
O impacto da voz embriaga e convida para esquecer o resto e apenas escutar música.
Das boas, claro.

Delícia... ficar por horas só por conta do Alabama Shakes.

Quando a música agrada, o interesse aumenta em saber quem canta, quantos são e de onde surgiram.


Tem umas coisinhas da banda, só clicar aqui:



“Quando as pessoas perguntam: 'Que tipo de BANDA é você?' Eu não tenho ideia.”
Brittany Howard



Brittany Howard, a vocalista transmite – o que muitas vezes costuma aparecer com frequência no setor de artes, onde pessoas tidas como mais descoladas se proliferam -, ar de tranquilidade com a vida, com aquele estilo estou feliz comigo mesmo.

Não poderia ser diferente, para agradar tanto, a alma deve ser das mais elevadas.


Ouça, então, você!















EDGARD DE SOUZA - ARTISTA



Edgar de Souza participa de importantes mostras no Brasil e no exterior, é considerado um dos mais EMBLEMÁTICOS artistas brasileiros da sua geração.


O artista criou para Inhotim uma instalação a partir de três de suas obras mais importantes, de uma série de esculturas em bronze, acomodando-as pela primeira vez no jardim, formando uma espécie de piazzetta.

As três estátuas de bronze representam uma figura masculina nua em diferentes posições. Baseadas no corpo do próprio artista, as esculturas poderiam ser consideradas auto-retratos, embora a ausência de características na face abra interpretações.



Agrupadas pelo artista sobre uma mesma base elíptica de concreto, as três esculturas de  Edgard de  Souza  aqui  reunidas  são  apresentadas  juntas  pela  primeira vez  em Inhotim. As  esculturas são parte  de  uma  série em  bronze fundido, que  inclui  outras peças e foi desenvolvida pelo artista ao longo da década  de 2000.

Articuladas  numa  elegante  disposição linear,  as  esculturas sugerem, num primeiro momento a leitura de um movimento contínuo, que se revela, numa observação mais detida, como fragmentado e sem uma óbvia relação de causa e  efeito  entre  cada  uma  das  poses.  Estas  são  impossíveis e  abstratas,  sugerindo tanto  pulsão  quanto  introspecção, mas  também  fragmentação  e  fusão  de  corpos.



Desde o final dos anos 80,  Edgard de Souza vem construindo um conjunto de obras marcado por uma qualidade artesanal e um ritmo lento de produção que se destaca da  escultura  contemporânea   de  grande  escala.  Em  suas  esculturas  de  bronze,  o artista obtém uma superfície lisa e uma grande precisão nas formas, a partir de  um primoroso   processo de desbaste executado pelo próprio  em blocos monolíticos de gesso e que confere às obras um aspecto nobre e sedutor.  

A história da arte e as questões ligadas à corporeidade e à auto-representação  têm norteado a sua produção. Aqui,  de  certa  forma,  o  artista revisita a  tradição da  estatuária  retratista de  bronze, que  povoou  os  jardins e  espaços  públicos europeus  entre  os  séculos  XVII   e  XIX.






                                  MAIS: PORTFOLIO DO ARTISTA


Pintor, escultor, desenhista e gravador



Inicia estudos artísticos na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo; licencia-se em 1984. Na faculdade, entra em contato com artistas ligados à arte conceitual, em especial Nelson Leirner.

Além de objetos tridimensionais, executa desenhos, gravuras e pinturas. Entre 1998 e 1999, elabora uma série de cibachromes, técnica fotográfica na qual o artista se retrata em luta e interação consigo mesmo. Desde a década de 90, participa de importantes mostras no Brasil e no exterior. Em 2000, a editora Cosac & Naify publica o livro Edgard de Souza, de autoria do crítico Carlos Basualdo.

Comentário Crítico

A obra de Edgard de Souza parte da descontextualização de objetos cotidianos. Nessa operação o artista busca desestabilizar conceitos e convenções sobre arte, propondo um novo olhar sobre objetos e formas que estão à volta e a construção de novos sentidos e significados. 

Esse pensamento está fortemente ligado a propostas da arte conceitual, possivelmente relacionadas a sua formação, com artistas como Regina Silveira (1939) e Nelson Leirner (1932), no curso de artes plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado - Faap. 
Entre 1989 e 1990 produz obras nas quais utiliza materiais como pele de vaca, cobra e carneiro, madeira, espuma e veludo, que indicam formas de mobiliários e são apresentadas de maneira inusitada e irônica.

Outro importante aspecto de sua obra é a produção de objetos e esculturas que remetem ao corpo humano. São formas que se aproximam do imaginário surrealista, ambíguas e fragmentadas, com indícios e vestígios da corporalidade, causando simultaneamente familiaridade e estranhamento.


Desejo, sensualidade, sexualidade e erotismo são aspectos que adquirem materialidade em suas obras e provocam no espectador a percepção de si mesmo e de sua condição humana, seu corpo, sensações, experiências e memórias. No fim da década de 1990, o artista produz uma série de fotografias, nas quais trabalha com a própria imagem, que geram significados ambíguos e opostos: atração e repulsa, espelhamento e estranhamento, identidade e alteridade, ruptura e unidade.

Críticas

"Objetos erotizados é talvez a descrição mais apropriada do trabalho de Edgard de Souza. Peças de mobília feitas de madeira, estofadas de maneira impecável, meticulosamente recobertas de peles ou veludos, Souza constrói objetos sensuais que pairam entre as paredes e o chão, nem exatamente como objetos funcionais nem como arte minimalista.

Enquanto o cuidado e o entalhe característicos da construção dessas formas sugerem propósito e intenção claros, eles desafiam qualquer uso ou aplicação. Existe, ao mesmo tempo, uma ética artesanal bizarra no seu trabalho. Obsessivamente construídos no decorrer de longos períodos, os processos exaustivos de cortar, colar, lixar, polir, pintar, dispor as camadas de madeira usadas para produzir suas obras parecem atuar como uma forma de sublimação.



Maravilhosamente construídas a partir de madeira compensada e pintadas num delicioso tom creme, outras obras como Gota (1996) e Pérola (1994) têm a aparência de carne pálida e nua. A textura lisa das tintas sintéticas e dos esmaltes também lhes dá uma qualidade escorregadia e erótica. No entanto, é um erotismo de vulnerabilidade e medo. Bagos (1996) consiste de duas bolas de madeira retorcidas no interior de um invólucro de couro negro como um objeto violentamente sexualizado, enquanto Abrigo (1993), uma enorme estrutura que lembra um feto, funciona como uma espécie de útero protetor".

Benjamin Genocchio
GENOCCHIO, Benjamin. Be(com)ing. In: MATERIAL, immaterial. Curadoria Benjamin Genocchio; texto Lisette Lagnado, Anthony Bond. Sydney: Art Gallery of New South Wales, 1994. p. 20-22.




"Outros artistas surgidos a partir dos anos 80 também mantêm em suas produções relações extremamente fortes com os princípios que marcaram a geração anterior, da qual emergiram seus agentes formadores. Nesse sentido, as produções de Iran do Espírito Santo e de Edgard de Souza são verdadeiramente exemplares.

COMÉDIA - O OUTRO LADO DE LUAN SANTANA – MÚSICA


Ok, é apenas uma ação de MARKETING.

Mas a ideia foi muito boa!



Por Felipe Tasso


Se não tem ninguém batalhando pela sua arte (produtor, agente, editor, curador, etc), você vai precisar aprender a se virar. Uma ideia é essa aqui:

É claro que o Luan Santana tem um time bem azeitado de produção para divulgar as músicas e, é claro que, logo no começo do vídeo ele já chama os fãs para ligarem nas rádios (enquanto estou publicando essa postagem, ele já ultrapassava 1,5 milhão de visualizações).

Mas, é um trabalho sujo, mas alguém tem que fazê-lo, certo? Então, faça. Vai encher o saco das pessoas.
E isso conclui a lição de marketing de guerrilha do dia.

Agora, outras lições importantes.

1. Se você receber uma cantada de um ouvinte que tem uma voz igualzinha a do Luan Santana, pelamordedeus SAI PARA JANTAR COM ELE!! (ver em 2’30”).


2. Nunca componha uma música com o título de Tanto Faz.

locutora da rádio: Então tá, qual música do Luan Santana

LS: Tanto Faz.

locutora da rádio: Tá, qualquer uma então?

LS: Não! Tanto Faz! 

locutora da rádio: Então, seu moço, se tanto faz, toco qualquer uma.

LS: não moça, é Tanto Faz, toca a música Tanto Faz!


3. Eu nunca vou pisar num show do Luan Santana. Mas se ele resolver fazer stand-up comedy, sou o primeiro da fila.




quinta-feira, 28 de maio de 2015

RUDIGER DAHLKE - LIVRO

Imagem apenas ilustrativa


“Brincando de colorir, podemos também chegar ao ponto de deixar o intelecto fora do jogo, só que, para isso, precisamos primeiro reaprender a brincar.”


Rudiger Dahlke – Mandalas



Tirar folga de tudo e ficar quieto, apenas colorindo. Tentador, não é à toa que está no topo da lista de passa-tempo de muita gente.
Criar e colorir sua própria mandala tem sido destaque, inclusive em redes sociais, como terapia e elevação espiritual.
Virou febre, meses atrás. Mas a prática é antiga, como explica um estudioso do assunto.
“A Madala é um instrumento de meditação usado há séculos pelos povos orientais pela sua capacidade de representar as relações entre os ser humano e o Cosmos. A simples contemplação de uma mandala inspira serenidade, restabelece a ordem psíquica, estimula a criatividade e abre as portas do inconsciente, fazendo emergir símbolos, arquétipos coletivos e o ser verdadeiro que está dentro de nós.” Marco Winther


Formas que representam a harmonia do cosmos e a 
ENERGIA DIVINA


BRINCANDO COM O INTELECTO

O livro Mandalas, de Rudiger Dahlke – editora Pensamento – é um dos queridinhos da vez, quando o assunto é colorir mandalas, mesmo não sendo lançamento.
Além de aprender a teoria, o autor transforma sua obra em um objeto pessoal, cada um faz o seu próprio “retrato enérgico” ao dar vida aos desenhos para colorir, que traz o livro.


“Neste livro, o Dr. Rüdiger Dahlke convida o leitor a reproduzir conscientemente esse modelo dentro de si por meio da ação. Todos nós dançamos constantemente ao redor do centro; precisamos, contudo, aprender a viver cada vez mais conscientemente as leis dessa dança e este livro pode muito bem nos ajudar nisso. Basta de palavras. Chegou a hora da acão.” Thorwald Dethlefsen


“O livro que você acaba de abrir é um livro que ainda não está acabado! Ao contrário da maioria dos outros livros, este ainda necessita da sua colaboração e da sua disposição para encontar a verdadeira forma dele. Pois é; em vez de um livro, você está iniciando, na verdade, um caminho.”

Trecho do livro Mandalas


  
Nascido em 1951, estudou medicina e fez estudos de pós-graduação em medicina naturalista e psicoterapia. Escreveu o livro A Doença como Caminho, com Thorwald Dethlefsen, obra que se tornou referência. 

Trabalha como médico e terapeuta no Heil-Kunde-Zentrum, fundado por ele e por sua mulher em Johanniskirchen, e dirige seminários sobre o significado da medicina, bem como dá cursos de jejum e meditação. Além do seu best-seller A Doença como Caminho, a Editora Cultrix já publicou: A Doença como Linguagem da Alma, A Doença como Símbolo, Qual é a Doença do Mundo?, O Caminho para a Vida, A Saúde da Mulher (junto com Margit Dahlke e Volker Zahn) e As Crises da Vida como Oportunidade de Desenvolvimento. 

Sobre o livro Mandalas, o médico e escritor espera que, mais do que um manual de saúde, este livro seja um aliado para ajudar você a aumentar sua confiança num estilo de vida que lhe permita ser mais saudável, realizado e feliz.”






Imagem ilustrativa


“A contemplação de uma mandala deve trazer paz interior, uma sensação de que a vida voltou a encontrar a sua ordem e o seu significado.” Carl Jung


Se nos lembrarmos da universalidade do símbolo da mandala e tivermos presente que só existe uma única verdade e uma única fonte onde todas as religiões beberam, causará espanto a delimitação, a exclusão e a depreciação recíprocas entre as religiões, hoje tão comuns. Embora a nossa igreja cristã se volte com veemência contra a alquimia, chama atenção o fato de as igrejas antigas estarem repletas de símbolos alquímicos. Se a astrologia é uma “superstição diabólica”, por que então há tantos símbolos astrológicos nas catedrais? Na verdade, cada segunda rosácea gótica é construída com base na “chave de doze”, e contém a representação dos doze signos zodiacais. 





Nas rosáceas góticas o inverso. Elas não representam apenas a criação, mas a conversão da luz na multiplicação das cores delas uma criação contínua a cada segundo, o universo renasce através da luz que penetra, do mesmo modo que, na concepção hindu, o universo verdadeiro renasce a cada momento.

                                          Trecho do livro Mandalas




O campo de força de uma mandala modifica a nossa energia em vários níveis. Ela estimula a mente, equilibra as emoções e ativa os processos físicos, ajudando a restabelecer sua função plena. Celina Fioravanti





sexta-feira, 13 de março de 2015

MILKY CHANCE - MÚSICA



POP, ROCK E FOLK
O duo é composto por Clemens Rehbein e Philipp Dausch



  
Clemens Rehbein (guitarra e voz) e Philipp Dausch (DAW e turntables) são de Kassel, Alemanha e, juntos, constituem os Milky Chance. 

Estrearam-se em 2013 com o single “Stolen Dance” e rapidamente atingiram o nº1 dos tops de países como Áustria, França, Bélgica, Suíça, Polónia, República Checa e Hungria.

Ainda no mesmo ano veio a estreia em formato LP, “Sadnecessary”, transportando-os para algumas aparições na TV (Europa e América), muito airplay radiofónico e uma digressão pelos Estados Unidos da América e Canadá.

O som do duo combina o formato canção estruturado e clássico com incursões pela electronica. Surpreendem pela simplicidade e um imediatismo que não cansa, fundindo gêneros como o folk, reggae e jazz.


2015 promete ser um ano gordo de concertos.












segunda-feira, 9 de março de 2015

VIK MUNIZ - ARTISTA



Atualmente Vik reside em Nova Iorque, no bairro do Brooklyn, para onde se mudou em 1983; aí ele também instalou seu ateliê. Antes de deixar o Brasil, o artista estudou por algum tempo Publicidade e Propaganda na Fundação Armando Álvares Penteado, a FAAP. Nos Estados Unidos seu talento foi revelado por Charles Haggan, crítico de arte do New York Times.



Fotógrafo, desenhista, pintor e gravador

Vicente José de Oliveira Muniz cursou publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap, em São Paulo. Em 1983, passa a viver e trabalhar em Nova York. Realiza, desde 1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, temas relativos à memória, à percepção e à representação de imagens do mundo das artes e dos meios de comunicação.

Faz uso de técnicas diversas e emprega nas obras, com freqüência, materiais inusitados como açúcar, chocolate líquido, doce de leite, catchup, gel para cabelo, lixo e poeira. Em 1988, realiza a série de desenhos The Best of Life, na qual reproduz, de memória, uma parte das famosas fotografias veiculadas pela revista americana Life.

Convidado a expor os desenhos, o artista fotografa-os e dá às fotografias um tratamento de impressão em periódico, simulando um caráter de realidade às imagens originárias de sua memória. Com essa operação inaugura sua abordagem das questões envolvidas na circulação e retenção de imagens. Nas séries seguintes, que recebem, em geral, o nome do material utilizado - Imagens de Arame, Imagens de Terra, Imagens de Chocolate, Crianças de Açúcar etc. -, passa a empregar os elementos para recriar figuras referentes tanto ao universo da história da arte como do cotidiano.

Seu processo de trabalho consiste em compor as imagens com os materiais, normalmente instáveis e perecíveis, sobre uma superfície e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias, em edições limitadas, são o produto final do trabalho. Sua obra também se estende para outras experiências artísticas como a earthwork e as questões envolvidas no registro dessas criações.

Acervos importantes

As fotografias feitas por Vik Muniz fazem parte do acervo particular e de galerias em São Francisco, Madri, Paris, Moscou e Tóquio, além de museus como Tate Modern e o Victoria & Albert Museum, em Londres, o Getty Institute, de Los Angeles, e o MAM, em São Paulo. A obra Boom, integrante da série The Sarzedo Drawings, de 2002, fotografia de gelatina de prata com viragem, está disponível a apreciação no Museu do Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais.

  



O artista plástico brasileiro, é conhecido por usar lixo e 
componentes como açúcar e chocolate em suas obras. 


O objetivo maior de Vik Muniz é alcançar também o público que não costuma ir a galerias de arte, mas que também fica fascinado com sua obra. Esse é o maior reconhecimento profissional que o artista poderia desejar; ele fica extasiado ao ver seu trabalho admirado por aqueles que se encontram à margem do convívio social. (Fonte: InfoEscola)




"Há em Vik Muniz (...) alguns traços que gostaríamos de abordar. Primeiramente, seu empenho no 'fazer', e não apenas na concepção de um trabalho, que é a tônica de sua produção. Nesse 'fazer', está implícito seu domínio técnico para levar a cabo uma ideia. Podendo partir da cópia de uma obra de arte ou de uma fotografia, minuciosamente, com competência, pinça determinados artistas da história da arte - Corot, Coubert, Monet, Da Vinci, Caravaggio, Rothko, Morris - pelo desafio ou pela admiração? - reproduzindo a obra de 'outro' à sua maneira. (...)

No caso de Vik Muniz, quando reproduz à sua maneira a obra de 'outro', referimo-nos aos materiais por ele utilizados, diversos daqueles empregados na obra selecionada por sua vontade. Fotografias reproduzidas com açúcar ou com detritos de lixo, ou uma Santa Ceia recriada com chocolate líquido implicam numa licença poética de alto teor de criatividade. Sabe-se que, na história da arte, este artista não está só em seus procedimentos. Já Arcimboldo, no século XVI, compunha, com rara iventividade, perfis de personagens em 'assemblages' artificiosos de legumes, frutas e vegetais. (...)




Na série elaborada com chocolate líquido, por exemplo, sabemos que Vik reconstruiu essas imagens através de um conta-gotas, com paciência quase oriental, e esse procedimento continuou ao fotografar rapidamente a imagem fixada (...) em Cibachrome. O processo do artista, decididamente maneirista, surpreende tanto pela similitude da imagem original com aquela reproduzida como pelo frescor do brilho reluzente da deliciosa coloração do chocolate que aflora nesses trabalhos. (...)

Aracy Amaral

AMARAL, Aracy. Vik Muniz: o ilusionismo além da aparência especular. In: MUNIZ, Vik. Ver para crer. Texto Aracy Amaral, Beth Wilson. São Paulo: MAM, 2001. p. 20-24.






Fontes: James Lisboa
                Trabalhos Feitos



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

RAFAEL MURIÓ - ARTISTA PLÁSTICO


Iniciou seus estudos aos 9 anos, tendo como um dos seus grandes mestres no Brasil, Enrico Bastiglia, tradicional pintor de afrescos de igrejas do Estado de São Paulo. No exterior desenvolveu sua técnica e estilo através de viagens e estudos feitos em museus e ateliês de artistas plásticos na Espanha, Portugal, Paris, Alemanha, Itália e USA. Seus trabalhos estão presentes junto aos principais leiloeiros do mercado de arte do país, entre eles: Renato Magalhães Gouveia, Mauro Zukerman, Rebecca Cia. de Leilões, Carlos Eduardo de Barros Rodrigues, Sergio Guy Ramos, Pátio Leilão de Artes, Ester de Carvalho, Casa Amarela, Casa 8 e Casa dos Leilões (BH-MG).



"Conhecer as suas obras é dar-se a oportunidade de descobrir o talento, a beleza, a técnica e o milagre das mãos de Rafael Murió"

Verônika Carneiro (Rev. Poder Grisalho)





A arte de Rafael Murió

A transformação de sonhos em realidade. Assim é a obra do artista plástico Rafael Murió, que está comemorando quase meio século de seu primeiro trabalho.

Ao classicismo do seu aprendizado, faz contracenar o romantismo de sua personalidade sonhadora. Seus quadros nascem de uma visão que chega do interior. A inspiração pode apresentar-se através do ambiente, de fotografias, cinema... Mas chega com vida independente, elaborada inconscientemente e impondo-se com a força da alma. Suas obras são possuídas de um vigor que salta aos olhos.

Rafael Murió é inspiração e arte. Mesmo utilizando muita técnica em seus trabalhos, ele é um homem de emoções. Emoções estas que se contradizem e se confrontam em temas que vão desde as flores, paisagens, marinhas e abstrato, ao boxe e à religião. Segundo ele mesmo, "a pintura não é um retrato do mundo, mas uma interpretação" e, por isso, "o artista não mostra o que vê, mas o que sente". O pintor é dos poucos brasileiros que também faz obras ao estilo sumi-ê (técnica de pintura japonesa).

O artista tem como um de seus grandes mestres no Brasil Enrico Bastiglia, tradicional pintor de afrescos de igrejas do Estado de São Paulo. No exterior, desenvolveu sua técnica e estilo através de viagens e estudos feitos em museus e ateliês de artistas plásticos na Espanha, Portugal, Paris, Alemanha, Itália e Estados Unidos.

Reconhecido internacionalmente, Rafael Murió participa frequentemente de exposições individuais e coletivas, nacionais e internacionais, e tem obras presentes em acervos de grandes colecionadores, principalmente europeus, americanos e australianos. No País, seus trabalhos estão presentes junto aos principais leiloeiros do mercado de arte, além de galerias e museus. Detém inúmeros certificados, prêmios e menções honrosas, além de registros em diversos guias de arte. Atualmente, é filiado à Associação Internacional de Artes Plásticas (AIAP UNESCO), à Associação Internacional de Arte (IAA UNESCO), à Academia Latino-Americana de Arte (ALA), Academia Brasileira de Arte Cultura e História (ABACH), à Associação Paulista de Belas Artes (APBA) e ao Sindicato dos Artistas Plásticos no Estado de São Paulo (SINAPESP).

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Aconchego

Imaginação-baixa



Blog do artista: Aqui